txts novas flores

O JARDIM DAS QUALIDADES II - flores novas  -  em ordem alfab√©tica das FLORES (EM MAI√öSCULAS):

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- a 'dupla da sustentabilidade':

-- ABUND√āNCIA √© uma qualidade "receptiva", desde que o "Campo da Fartura" deste planeta maravilhoso est√° √† disposi√ß√£o para todo mundo, indiscriminadamente; se refere a boa sorte, fortuna, prosperidade, e era tamb√©m a deusa guardi√£ da cornuc√≥pia, o corno da abund√Ęncia.

-- PARCIM√ĒNIA √© uma qualidade "ativa", pois depende da escolha de atitude de cada qual, depois que se compreende, acolhe e agradece o Campo da Fartura. Esta qualidade √© o fundamento da sustentabilidade... Parcim√īnia √© um conceito e uma pr√°tica de frugalidade e simplicidade, de precau√ß√£o ou economia inteligente e sens√≠vel. Seu significado pode ser traduzido por "menos √© melhor".

-- J√° consumismo √© um ab-uso indis-criminado da abund√Ęncia, por 'ignor√Ęncia' ou por 'medo da escassez' (que tb √© uma falta de entendimento / conhecimento / compreens√£o distorcida da realidade); isto se reflete em / √© um reflexo de 'pobreza de esp√≠rito'...

-- para permitir que a flor se desenvolva, f√°cil, enrique√ßa seu Esp√≠rito!!! Nutra-se de alimentos saud√°veis - tanto f√≠sicos quanto mentais quanto emocionais quanto espirituais -, at√© descobrir-se no Campo da Fartura, aquele no qual nada se possui (e portanto n√£o tem trabalho des-agrad√°vel...) e de tudo se usufrui.

duma cita√ß√£o do Cortella: 'Simplicidade n√£o √© car√™ncia. √Č sufici√™ncia. Sufici√™ncia de sa√ļde, de afeto, de comida. E viver em abund√Ęncia n√£o √© viver em desperd√≠cio.'

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os tri√Ęngulos!:

"Tri√Ęngulo do Drama" = formas que os seres humanos utilizam pra disputar energia, 'dramas de controle'. Fazemos isso a fim de nos erguermos psicologicamente. D√° uma canseira enorme, dor no f√≠gado, dor de cabe√ßa, pain in the ass ticetretal... e n√£o surte resultado, desde que os pap√©is se intercalam: v√≠tima - agressor(a) - salvador(a), num c√≠rculo vicioso intermin√°vel. (Pra mim, o mais desafiante de largar √© o de salvador/a)

"Tri√Ęngulo do DHARMA" = T√£o logo nos centramos interiormente, nossos dramas de controle tornam-se conscientes, e os antigos h√°bitos podem evoluir, transformando-se numa energia positiva: Curador(a), L√≠der e Conselheiro/a, Educador(a) em co-labor-ora√ß√£o.

-- para permitir que a flor se desenvolva, estude-se e estude um pouco mais. Sugest√Ķes b√°sicas: 6a Vis√£o do Profecia Celestina, A Estrat√©gia do Golfinho, M√£os de Luz - dentre outros -, que mostram o 'caminho das pedras' pra desmantelar o drama e elevar as qualidades pessoais / aprendizados:
  • v√≠tima -> Curador(a) = "√© pra clamar e usar o dom a servi√ßo, e n√£o ficar reclamando de dor"
  • agressor(a) -> L√≠der = "√© para servir e n√£o para se servir..."
  • salvador(a) -> Conselheiro/a, Orientador(a) = √© pra andar lado-a-lado, n√£o pra avaliar que o/a outro precisa ser rebocado ou retocado...
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-- punição

√© uma medida dr√°stica, utilizada para ‚Äúenretar‚ÄĚ algo ou algu√©m que saiu MUITO do caminho da realiza√ß√£o daquilo que julga correto. Isto d√≥i! (... ficar fora do pr√≥prio caminho);

-- ALINHAMENTO

é uma medida para ponderar e ajustar pesos e medidas, tendências e diferenças, para honrar a diversidade de experiências possíveis da vida e do próprio caminho. Isso dá trabalho, custa suor e quiçá lágrimas, mas é daquele gostoso e que gratifica depois de realizado.

-- para permitir que a flor se desenvolva, procure conhecer outras l√≥gicas de decodificar a realidade, experimente outros pontos de vista - de pessoas, de tradi√ß√Ķes espirituais, de psicologias e de si (outras vozes interiores) - e reconhe√ßa a parte sagrada de todos. Aprenda as muitas formas de comunica√ß√£o e de express√£o da realidade, fa√ßa amizade com elas, crie pequenos dicion√°rios pessoais de tradu√ß√£o entre elas. Em algum destes caminhos voc√™ vai encontrar o atalho mais adequado para facilitar o retorno ao seu alinhamento individual, singular e incompar√°vel.

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-- cal√ļnia

√© aquela fala mal-dita, egressa de m√°s-informa√ß√Ķes, mal-sentimentos e des-entendimentos, que causa mal-estar e mais maledic√™ncias entre as partes interagentes - n√£o somente para quem recebe a cal√ļnia, mas tamb√©m para quem a pro-fere;

-- APRECIAÇÃO

é a habilidade de olhar de verdade e de frente para uma pessoa, situação ou evento, e buscar entendimento sobre o que está acontecendo, consigo e com quem mais esteja envolvido, para poder dar um retorno 'decente'. Isto, em geral, somente é possível dum ponto de vista mais abrangente, sistêmico, holístico, 'afastado', desde que a situação pode envolver diversos graus e/ou formas de dor. Esta também é uma atitude resultante de uma escolha pessoal de abrigar energias amorosas, sábias, saudáveis e vigorosas, que facilitam a comunicação efetiva interpessoal e estimulam o espírito de equipe.

-- para permitir que a flor se desenvolva, procure aprender mais sobre ‚ÄúPensamento Sist√™mico‚ÄĚ - uma das 5 Disciplinas de Peter Senge - que se refere a criar uma forma de analisar e uma linguagem para descrever e compreender as for√ßas e inter-rela√ß√Ķes que modelam o comportamento dos sistemas. Isto permite / facilita mudar o ponto de vista com maior efic√°cia e agir mais de acordo com os processos do mundo natural e econ√īmico, de forma √©tica. √Č necess√°rio tamb√©m ‚Äútreinar‚ÄĚ formas de sustentar a atitude apreciativa, o que inclui aumentar a toler√Ęncia para o √™xtase.

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-- desprezo ‚Äď √© aquela sensa√ß√£o desagrad√°vel de que ‚Äún√£o est√° sendo dado o devido valor‚ÄĚ, a si, a alguma obra ou situa√ß√£o, numa atitude 'one down';

-- FUTILIDADE ‚Äď √© o reconhecimento de que algo n√£o tem valor mesmo, n√£o tem import√Ęncia, √© insignificante (sem julgamento mas com discernimento: √© uma banalidade, leviandade, bobagem, mixaria, frivolidade).

Conforme o dito popular, ‚Äún√£o se gasta vela boa com defunto ruim‚ÄĚ = dar aten√ß√£o, perder tempo, com o que / quem n√£o vale a pena.

"Para permitir que a flor se desenvolva", faz-se necess√°rio acessar o estado Adulto de ser (em algumas quest√Ķes mais delicadas, seria preciso conectar-se com a Sabedoria Anci√£!) para acolher a tristeza e a raiva de ter se dedicado a algo sem significado, e desapegar-se respeitosamente e por completo do assunto / pessoa / situa√ß√£o: perdoar-se pelo engano de avalia√ß√£o, reparar (dentro do poss√≠vel) danos causados pelo desengano, liberar-se de utilizar tempo e energia com isto, e dedicar-se a prestar uma aten√ß√£o mais profunda e plena ao que se apresenta.

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-- "INTERDEPEND√äNCIA" √© a 'flor' da "codepend√™ncia" = a mesma forma de relacionar-se em 2 n√≠veis diferentes - o da raiz (codepend√™ncia) √© predat√≥rio e carente, o da flor √© sustent√°vel e apoiativo.

"Para permitir que a flor se desenvolva", é necessário 'colocar as cartas na mesa' (ofertas e demandas, com honestidade e gentileza) e empreender a ação autêntica pra gerar um resultado ganha-ganha.

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-- mentira

é quando você fica tentando dizer algo diferente daquilo que todo mundo sabe o que é;

-- MAYA / ILUS√ÉO 

√© quando voc√™ mostra pra todo mundo algo diferente / outro ponto de vista daquilo que todo mundo (achava que) sabia o que era, porque voc√™ sabe que "tudo √© ilus√£o" / Maya / interpreta√ß√£o criativa do que se costuma chamar de 'realidade'. Tanto o budismo quanto a f√≠sica qu√Ęntica ‚Äėmostram‚Äô que a realidade n√£o √© bem aquilo que estamos acostumados a ver.

-- para permitir que a flor se desenvolva, busque se familiarizar mais com ética e estética e, pra educar mais ludicamente seu ser, faça um bom curso de teatro. Daí fica mais fácil dar corpo e voz à sua multitude de seres-estares interiores, e de vivenciar esta arte da ilusão: a sutil fronteira entre o criativo e o mentiroso. Um salto qualitativo: um lado serve ao bem de todos, o outro não serve a ninguém, nem a você.

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-- preço

se refere em geral a um n√ļmero arbitr√°rio, que tem a enorme e quase imposs√≠vel miss√£o de estabelecer um c√≥digo de troca entre mercadorias, saberes e 'bens' de muitas esp√©cies, que no mais das vezes s√£o incompar√°veis.


-- VALOR

√© relativo a algo mais subjetivo  -  da√≠ mais complexo de avaliar  -  mas que em geral √© re-conhecido com facilidade pelo cora√ß√£o-intui√ß√£o. Valor est√° intrinsecamente ligado a "virtude", que "√© uma for√ßa que age ou que pode agir; √© um poder espec√≠fico. A virtude de um ser √© o que constitui seu valor", como come√ßa a explicar Andr√© Comte-Sponville em seu livro "Pequeno Tratado das Grandes Virtudes". Este, e muitas outras obras e prov√©rbios ("coisas baratas n√£o tem valor") s√£o o reflexo de esfor√ßos valiosos do campo intelecto-racional para deixar mais claro o conceito...


-- para permitir que a flor se desenvolva, comece a prestar mais aten√ß√£o naquilo que voc√™ "sabe" (= reconhe√ßa o valor de sua sabedoria...), e a perceber que alguns atos denominados de 'economias' n√£o permitem que voc√™ aja em seu benef√≠cio, ou seja, o pre√ßo que voc√™ paga pelo produto acaba ficando muito mais alto. Seja em 'ter objetos', seja em 'ser humano'. Um bom come√ßo √© se relacionar melhor com A Energia do Dinheiro (um livro bom √© o da Maria Nemeth), e saber quais s√£o as diferen√ßas entre abund√Ęncia, escassez e parcim√īnia, outras "flores".

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27/07/2006


Coment√°rios:

  1. Sudhir

    SOBRE VALOR = Muito bom texto, excelente como sepmre. Mas queria fazer o meu depoimento com relação a isso. Percebo sim, tudo isso acontecendo, mas são vários acontecimentos paralelos em mundos diferentes, em momentos diferentes, por que imagino um sistema isolado, por exemplo: um ser qualquer. Este se encontra em um grau evolutivo diferente dos demais até por que o seu vizinho tbm passa pela mesma situação, mas com enfoques diferentes. Pra ser mais claro, seria como vários alunos na mesma classe, sendo um bom em matemática, mas ruim em português. Outro bom em química, mas ruim em física, e assim por diante. Depois precisamos analisar todas essas facetas do aquário, sabendo que existem muitas variáveis contribuindo ou prejudicando o modus operandi de cada ser, por que cada um terá uma bagagem diferente, e que por isso possui determinadas habilidades e outros não; coisas da cognição. logo precisamos entender cada um em sua especificidade como ser e como elemento participe do ambiente (aquário). Tal como o velho ditado: o sol nasce para todos, mas cada um absorve de forma diferente. Estamos no mesmo barco, mas o que cada um vai pescar depende de muitos fatores.

  2. camila

    Parabens pelo trabalho maravilhoso!


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